Pode visitar no Seixal, desde 18 de outubro, uma experiência artística que desafia os sentidos. A instalação “desenho.música.corpo”, da artista Ana Caetano, propõe uma viagem onde o corpo se transforma em instrumento e a música em traço. A mostra estará aberta ao público até 29 de novembro, e a entrada é livre.
Mais do que uma exposição tradicional, “desenho.música.corpo” é uma experiência imersiva. Ana Caetano explora a relação íntima entre movimento e som, permitindo que o gesto físico e a tensão muscular do corpo se convertam em elementos criativos. Cada posição, cada alongamento e cada pausa traduzem-se em desenhos que refletem respiração, esforço e ritmo, transformando o espaço expositivo num mapa sensível da música e do corpo.
Horários e informações práticas
A exposição poderá ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h às 20h30, e aos sábados, das 14h30 às 20h30. A entrada é gratuita, oferecendo uma oportunidade singular para todos aqueles que procuram experiências artísticas inovadoras e que estimulam os sentidos de forma inesperada. Mais informações podem ser consultadas no site da Câmara Municipal do Seixal.
A arte do corpo em movimento
Formada na Escola de Dança do Ballet Gulbenkian e com uma carreira que atravessa a dança contemporânea, a performance e as artes plásticas, Ana Caetano traz para esta instalação décadas de experiência. Trabalhou com coreógrafos de renome, incluindo Jean-Claude Gallotta, Francisco Camacho, Olga Roriz e Paulo Ribeiro, desenvolvendo uma linguagem própria onde a disciplina do movimento encontra a liberdade da expressão visual.
“Desenho.música.corpo” parte do silêncio e da presença do outro para explorar a criação artística como um ato de escuta profunda. O corpo, nesse contexto, deixa de ser apenas matéria física e torna-se ferramenta de criação. O público é convidado a observar não apenas o resultado final — os desenhos que nascem da performance —, mas também o processo de transformação do gesto em arte.
Uma experiência sensorial completa
A instalação integra elementos visuais, sonoros e cinéticos, criando uma experiência multisensorial única. Ao acompanhar o movimento da artista e as suas interações com a música, os visitantes são convidados a questionar a própria percepção do que é visível e audível. Cada desenho é um reflexo do corpo em ação, um registro da energia que atravessa músculos e articulações, e uma representação física do ritmo da música.
Segundo a artista, esta obra é um diálogo entre o corpo e o espaço, entre a presença individual e a memória coletiva do movimento. O público é parte integrante desta experiência, sendo capaz de sentir, observar e, de certa forma, participar na criação artística.



