Nesta altura do ano, as cidades costumam acolher espetáculos de Natal, habitualmente em igrejas dos concelhos. Depois disso, a agenda dos municípios enche-se de concertos de Ano Novo como é o caso de Almada.
A Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) vai passar pela Sala Principal do Teatro Municipal Joaquim Benite (TMJB), no dia 3 de janeiro, sábado, às 21h, para o tradicional Concerto de Ano Novo – Valsas e Polcas. A apresentação tem a duração de 90 minutos e os bilhetes já estão à venda online. Custam 25€ (público em geral) ou 12,50€ (Clube de Amigos do TMJB).
O maestro Bruno Borralhinho, violoncelista e diretor artístico do Ensemble Mediterrain e membro da Orquestra Filarmónica de Dresden, conduz a Orquestra Metropolitana de Lisboa e será o diretor musical desta performance.
A OML é pedra angular de um projeto que se estende além do formato habitual de uma orquestra clássica. Quando se apresentou pela primeira vez em público, a 10 de junho de 1992, anunciou o propósito de fazer confluir as missões artística, pedagógica e cívica. Estreou obras de grande parte dos compositores portugueses no ativo e, para lá da música que se reconhece na tradição clássica europeia, toca ainda outros estilos e tradições, tendo já partilhado palco com os Xutos & Pontapés, Carlos do Carmo, Rui Veloso, Mário Laginha, Tito Paris, Sérgio Godinho e muitos outros. Pedro Neves é, desde Janeiro de 2021, o diretor artístico e maestro titular da Orquestra Metropolitana de Lisboa.
No programa deste concerto, além das valsas, polcas e fandangos de Strauss, os espectadores terão a oportunidade de ouvir temas dos russos Aram Khachaturian (1903-1978) e Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893), do português Luís Freitas Branco (1890-1955) e do espanhol Manuel de Falla (1876-1946).
“Entramos em 2026 ao som de Johann Strauss II (1925-1899), filho do compositor austríaco com o mesmo nome, conhecido como violinista e autor de música ligeira, música para dançar e operetas. A Torre Eiffel ainda não existia ali ao lado quando, em 1867, Johann Strauss Júnior e a sua orquestra tocaram a versão instrumental da valsa O belo Danúbio azul na Exposição Universal de Paris, diante de corpos diplomáticos de todo o Mundo. O sucesso foi de tal ordem que este compositor se tornou o ‘Rei da Valsa’, uma autêntica estrela pop internacional na sua época”, pode ler-se na sinopse.
